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Aulas / Teaching 

Forum Dança / Escola Superior de Dança / ESAD.CR

*No contexto da sua prática artística e de leccionação, desenvolve o projecto Aulas & Práticas de Dança, Hojeiniciado em Maio de 2016 por Maria Ramos, Sofia Dias e Teresa Silva, apoiado pelo Forum Dança. Este projecto surge da vontade de reunir professores e artistas que leccionam e que se interessam por questionar e discutir assuntos em torno das suas práticas pedagógicas no âmbito da dança contemporânea. Mais informação no site do projecto Aulas & Práticas de Dança, Hoje.


Árida

Projecto Coreográfico / Choreographic Project

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Árida, video still CCB

 


Árida, um texto de Hugo Monteiro, docente e investigador

Texto escrito a propósito das apresentações de Árida no festival Dias da Dança, Porto, Maio 2017.

i. Nenhum corpo se experimenta sem desadequação. Porque não há experiência sem desadequação. (Ponto um. Ponto único.)

ii. O corpo experimenta-se pela extremidade, pela pele, pelo rebordo e pela superfície. Toca outras extremidades e organiza-se a partir desse toque – e permanentemente se desadequa, acorda de cada vez para a sua assimetria, angulosidade, rotundidade, peso e leveza… Por isso o corpo desperta a cada passo, e de cada vez reaprende a andar, a locomover-se e a resistir, ágil ou trôpego, volátil ou solidificado.

iii. E, por isso mesmo, Árida faz justiça ao próprio argumento da sua apresentação – “composição coreográfica” – quando a articulação entre corpo e espaço exige um processo de composição. Nada está arrumado, nem estabelecido, nem programado, quando o corpo negoceia e se confronta com as superfícies em que toca, numa ânsia de construir uma lei própria e um espaço que seja seu. A composição é o processo pelo qual, sentida a inadequação essencial, o corpo se conflitua criativamente com o que se lhe opõe, aspirando à lei própria e desejando construir a partir de si mesmo: em oposição, em reaprendizagem, em resistência.

Artigo Completo / Full Article


Entrevista Coffeepaste

Já trabalhaste a partir do trabalho do escultor Antony Gormley. O que te fascina na sua obra? Coreografar é um terreno de pura invenção, não há regras específicas que tenhamos que cumprir, parece-me, é uma forma de arte cativante por isso. E pode-se coreografar mesmo quando não há pessoas. Acho interessante partir para um trabalho coreográfico com um certo grau de desprendimento do corpo, afinal o corpo não é a essência da coreografia, talvez a relação espacial entre os corpos seja. O Antony Gormley coloca o corpo, assim, em frente e dentro do mar a erodir e exposto ao tempo. Ou no alto de uma montanha, a contemplar. Ou com um buraco no tórax para o ar passar. Acho interessante este escultor expor o corpo aos elementos naturais. Acho interessante o buraco no tórax por onde o ar passa. E o facto de muito do seu processo de construção para fazer uma escultura passar pelo seu próprio corpo. O espaço que o seu corpo ocupou está agora desocupado e é espaço dentro das esculturas.

Entrevista Completa / Full Interview 


Haute Lumière

Maria Ramos & Vinny Jones

You know there are three dancers standing in the dark space, but what you see are just three torsos, illuminated by light bulbs at hip height getting sharper and sharper. The torsos start making angular movements, the arms sometimes turn out like claws. In the end, each dancer swings the light cable like a pendulum and light stripes shoot out through space. Applause starts, the rehearsal in the studio of the ArtEZ, in Arnhem, has ended. Choreographer Maria Ramos and light designer Vinny Jones will première the piece in a week and are busy discussing the details of the work. In Nerves Like Nylon, the lighting plays a central role. Not only does the sophisticated design determines the mysterious atmosphere, but it also makes dancers look like classical sculptures. The light has a substantive function in the piece. ‘Light does not only color a performance, it must be part of its dramaturgy’. Anneke Stoffelen, deVolkskrant, April 2008. Free translation.

Artigo Completo / Full article

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