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Video Still: Miguel Faro, SSU

 

Entrevista Coffeepaste

 

Já trabalhaste a partir do trabalho do escultor Antony Gormley. O que te fascina na sua obra? Coreografar é um terreno de pura invenção, não há regras específicas que tenhamos que cumprir, parece-me, é uma forma de arte cativante por isso. E pode-se coreografar mesmo quando não há pessoas. Acho interessante partir para um trabalho coreográfico com um certo grau de desprendimento do corpo, afinal o corpo não é a essência da coreografia, talvez a relação espacial entre os corpos seja. O Antony Gormley coloca o corpo, assim, em frente e dentro do mar a erodir e exposto ao tempo. Ou no alto de uma montanha, a contemplar. Ou com um buraco no tórax para o ar passar. Acho interessante este escultor expor o corpo aos elementos naturais. Acho interessante o buraco no tórax por onde o ar passa. E o facto de muito do seu processo de construção para fazer uma escultura passar pelo seu próprio corpo. O espaço que o seu corpo ocupou está agora desocupado e é espaço dentro das esculturas.

 

Entrevista Completa / Full Interview