árida

y150

Árida, video still Nuno Beira

Premiere – Teatro Cine Torres Vedras & CCB, Lisboa, Portugal, 2016

Direcção artística e Coreografia Maria Ramos Desenho de luz e Espaço cénico Vinny Jones Desenho de Som Francisco Salgado Interpretação Marta Cerqueira Direcção técnica Mário Bessa Acompanhamento artístico Martinho R. Fernandes Produção delegada Antunes Fidalgo Unipessoal

(PT) Árida prolonga a colaboração com a designer de luz Vinny Jones, na continuidade do trabalho coreográfico Something Still Uncaptured. Se aí trabalhámos a partir das ideias de contenção e adensamento do espaço, chamando-lhe ‘paisagem-em-acção’, neste trabalho, continuamos a desenvolver essa mesma noção, mas explorando as ideias de aridez, de vastidão e de expansão do espaço cénico. Do ponto de vista coreográfico, não me interessa explorar uma visão antropocêntrica, mas usar todos os elementos em palco, sem sentido de hierarquia. O corpo da intérprete, colocado num ambiente árido, exposto, ofuscante, extremo, não assume o papel principal. O seu corpo, no caminho do som, do vento e da luz, será como obstáculo em função do qual o espaço se agita, ressoando, fazendo atrito, moldando-se-lhe, desviando-se… Interessa-me trazer para o palco as agitações do mundo natural, onde o pulsar do ser humano existe como existe o pulsar de outros elementos naturais: um planalto inóspito, uma escarpa a romper a terra… Num palco árido, mas não pobre, estabelece-se uma analogia entre esta visão artística e as regiões áridas do planeta.

Maria Ramos

(ENG) Árida means ‘aridness’ in Portuguese. In this performance, we are exploring the concepts of aridness, barrenness and vastness, through emptying out and expanding the space. I wonder about the concept of body and space, exploring its possibilities, testing its limits, and questioning its definition. What do we think, when we think about ‘body’? And space? How do we expect the body to manifest itself? And space? How do we conceive the relationship between them? Is it only possible to choreograph ‘the body’? And can I make the space tangible? In the origin of this project there is also an environmental concern, the way human beings relate to the natural world, and a scientific concept, the notion that the environment also influences and determines our behavior. I’m interested in bringing onto stage the agitations of the natural world, creating a landscape-in-action – a succession of events that create specific ambiences for performers and public. In this performance I’m not interested in exploring an anthropocentric point of view. Árida is not about the person on stage, but about how everything is in relation within this environment. In a stripped stage, arid but not poor, we establish an analogy with the arid regions of the planet and with the life that, although unlikely in these regions, is actually possible.

Maria Ramos

Projecto apoiado pelo / Project supported by Ministério da Cultura | Direcção Geral das Artes

Advertisements