Something Still Uncaptured

video still

Something Still Uncaptured, video still Miguel Faro

Premiere – Ciclo Sala Experimental, TMJB, Almada – Portugal, 2013

Coreografia, Direcção / Choreography, Direction Maria Ramos Desenho de luz & colaboração / Light design & collaboration Vinny Jones Interpretação & colaboração / Performance & collaboration Marta Cerqueira e Benedetta Maxia Som & colaboração / Sound & collaboration Francisco Salgado Direcção técnica Mário Bessa

(PT) Quando estudei o trabalho do escultor Antony Gormley, interessaram-me dois princípios usados em escultura: ‘a imobilidade pode exprimir o seu oposto’ e ‘a melhor maneira de impulsionar movimento é fazê-lo através de um objecto estático’. Gormley refere-se a estes dois princípios como os ‘paradoxos existentes em escultura’. Paradoxos que reconheço quando coreografo. Para criar movimento, considero primeiro o espaço ‘vazio’ e nele, o ‘corpo’, num certo grau de imobilidade.

Em ‘Something STILL Uncaptured’ abordo o ‘espaço’ como um corpo e simultaneamente procuro reflectir sobre o ‘corpo’ enquanto lugar e enquanto elemento escultórico. A iluminação é desenhada para sublinhar a noção de espaço ‘vazio’. O espaço cénico, a luz e o som são elementos dramatúrgicos intrínsecos à construção da peça.

Este trabalho não tem uma narrativa, no seu sentido mais tradicional, é antes uma sucessão de acontecimentos construída como uma paisagem-em-acção: eco, reverberação, frequência, ‘something Still uncaptured’.

(ENG) When I studied the work of sculptor Antony Gormley there were two principles used in sculpture that interested me: ‘stillness can express its opposite’ and ‘movement is best encouraged by a static object’. Gormley describes these as ‘the’ ‘sculptural paradoxes’, which I can also recognise in choreography. To create movement I tend to consider the ‘empty’ space first and in it the ‘body’, in a certain degree of immobility.

In ‘Something Still Uncaptured’ I’m looking at forms of empty space, planting the ‘body’ in it, stretching time, waiting for it to reverb. Space, light and sound design become dramaturgical elements intrinsic to the construction of the piece.

This work doesn’t have a narrative, in its more traditional sense. It was constructed like a succession of events, like a landscape-in-action: echo, reverberation, frequency, ‘something Still uncaptured’.

Projecto financiado pela / Financed by Secretaria de Estado da Cultura/DGArtes

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